Ação da Semana do Meio Ambiente - 2016!



Nos dias 08 e 15 de junho de 2016 a Samorano Consultoria Ambiental realizou uma ação na feira livre do bairro Cidade Jardim, onde se localiza, na cidade de Campo Grande.



Comemorando a Semana do Meio Ambiente, a ação tinha o objetivo de conscientizar os moradores do bairro, frequentadores da feira, a respeito da importância da preservação do meio ambiente.



Foi feita a distribuição de mudas de hortaliças como forma de incentivar o contato com a natureza e promover a alimentação saudável. Junto das mudas, foram repassadas informações sobre como plantar e cuidar da hortaliça que receberam.



Nesta oportunidade, realizou-se a parceria com a empresa Life Oil MS, que coleta óleo vegetal saturado e o destina para a produção de biodiesel e a fabricação de produtos de limpeza. Foram disponibilizados no local tambores de coleta de óleo, para que os frequentadores e as barracas de alimentos pudessem depositar seu óleo usado.

Confira as fotos! 





“Serpentes - Conhecer para Preservar”

Grande parte da população tem muito medo das serpentes. Esse medo é passado de geração para geração. São milhares de anos que envolvem todo esse misticismo em relação às conhecidas “cobras”.

A nossa riqueza de serpentes do Mato Grosso do Sul, consiste em ± seis serpentes peçonhentas e na média de 30 espécies não peçonhentas. 
Segue algumas características e as perguntas mais frequentes:

Como identificar uma serpente peçonhenta?
Através da fosseta loreal, que é um órgão termorreceptor (sente variações de temperatura e identifica as presas), localizado entre o olho e a narina.
Como toda regra tem a sua exceção, a fosseta loreal é uma delas. As corais verdadeiras não possuem fosseta loreal e são peçonhentas.

Dentições
Áglifas: não possui dentição para inocular o veneno (sucuris, jiboias, etc);
Opistóglifas: são dentes fixos, na parte posterior da boca (cobras-verdes e cipós, etc);
Proteróglifas: são dentes fixos na parte anterior da boca, capazes de inocular veneno (corais-verdadeiras);
Solenóglifas: são dentes móveis e capazes de inocular veneno (jararacas e cascavéis). 
Fonte: http://cobrasvenenosas.com/dentição de cobras venenosas ou não venenosas.
                     
Como diferenciar uma coral-verdadeira de uma falsa-coral?
Como são animais fossoriais (vivem de baixo da terra), as corais-verdadeiras possuem olhos pequenos, do tamanho da ponta de uma agulha. Já as corais falsas, tem olhos avantajados.
Os anéis de coloração das corais-verdadeiras se completam. Isso significa se você virar o animal de ventre, a sua coloração é a mesma que a do dorso.
E os anéis das corais-falsas, normalmente não se completam, o seu ventre é branco. Tem um gênero de coral-falsa (Erythrolamprus sp.) que imita o comportamento que uma coral-verdadeira faz; os anéis se completam e tem um movimento que quando está se sentindo ameaçada, ela faz posição de achatamento do corpo e enrola a ponta da cauda. 

Falsa-coral (Erythrolamprus aesculapii). Foto: Daniel Velho.

                                             
O que diferencia também (não para leigos) é a dentição entre elas, sendo a da coral-verdadeira proteróglifa e a da coral-falsa opistóglifa.
Entre essa duvida de coral-verdadeira ou falsa, o correto é não arriscar.


O que é o “bote seco”?
Esse chamado “bote seco” é uma picada na qual a serpente não inocula a toxina.
Uma vez, viajando para o Pantanal, um gerente de uma fazenda perguntou a mim e mais dois biólogos se a gente acreditava que lá na região da fazenda, tinha um homem curandeiro de picadas de cobras. Que toda pessoa quando levava uma picada de cobra, podia ligar da onde estava, que por telefone esse homem curava a pessoa. Quando questionados pelo gerente se a gente acreditava nessa história, os dois biólogos disseram que sim. E eu disse que não. O que eu acredito é nas várias possibilidades de não ter ocorrido envenenamento. E tentei explicar  que a serpente pode ter dado o “bote seco”, ou a serpente poderia ter se alimentado recentemente e não estar com a bolsa cheia de veneno e dentre vários outros fatores. E o gerente acabou que respeitando a minha opinião.

Mitos
“Serpentes com a pupila elíptica (olhos de gato), são peçonhentas”. Mentira, essa afirmação é mais relacionada ao hábito das serpentes, sendo que as de pupilas elípticas são noturnas.
“Serpentes de cabeças triangulares são peçonhentas”. Mentira, a jiboia é uma serpente que tem a cabeça bem triangular e não é peçonhenta.
“O guizo da cascavel é idade da serpente”. Mentira, o guizo da cascavel é somente o final da troca de pele da serpente que vão se acumulando um anel por vez, que são ocos e constituídos de queratina. São de formato cilíndrico achatado e podem se quebrar ao longo da vida.
“Serpente se alimentam de leite”. As serpentes são répteis e não mamíferos.
“A jiboia quando ameaçada elimina um bafo venenoso capaz de imobilizar a presa”. As jiboias não são serpentes peçonhentas, matam a suas presas por constrição e quando se sentem ameaças expira o ar dos pulmões com muita força, que ao passar pela glote produz um som característico de “bafo”.

Recomendações após uma picada
Hidratar muito a vítima e lavar com água e sabão a ferida, deixando o membro atingido para cima e dirigir-se a um hospital.
Fatores que interferem a picada – tamanho e idade da serpente, se ela estava alimentada ou não. Se a toxina foi inoculada diretamente em um vaso sanguíneo ou em um músculo.
Em caso de um acidente por um animal peçonhento: NÃO passar alho (nessa prática, alguma bactéria externa pode se beneficiar e atingir a vitima, piorando a situação); NÃO chupar a ferida (a pessoa que chupar a ferida irá se envenenar também); NÃO fazer torniquete (o veneno irá se concentrar na área do torniquete e assim, o órgão será afetado bruscamente, podendo vir a perder um braço ou uma perna, por exemplo) e NÃO perfurar ao redor da picada(o veneno não irá se dissipar dessa maneira e só irá ferir mais a vítima). 
Qual o tempo para socorrer uma vítima de um acidente com serpentes? O recomendável é de até 3 horas para socorrer vítimas de acidentes com jararacas e com cascavéis e até uma hora para socorro de vítimas de picadas das corais-verdadeiras. Leva-se em consideração fatores de estado de saúde da vítima e idade.


Recomendação de Leitura:
www.herpetofauna.com.br